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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Arrepio poético

Arrepio poético

Arrepio-me pela dimensão amorosa que dou a cada poema, sinto até histeria, o quebrar das regras dos meus sentidos.
Preconizo a dimensão que se escapa da minha cabeça… O poema merece muito mais, muito mais que a vontade do apetecer e eu peço sempre que aconteça.

O poema é mar onde me aventuro.
O poema é folha em branco que preencho e me satisfaz.
O poema… O meu poema é muito mais que onda revolta, que o vento forte que se solta… Meu poema é sentimento audaz.
O meu poema é luz, é amor e é puro.

Arrepio-me pelas florestas lendárias, onde visto de pérolas a minha poesia. Sonho pelas palavras onde desenho mulheres… Mulheres… Mulheres…
Nunca me canso de dizer que amo o feminino… Mulheres… Por isso arrepio-me onde repousa a minha caneta, sim, naquela pele branca que visto de lantejoulas famintas, as minha vontades sensuais.

Arrepio-me se conto fadas adormecidas, amo acordá-las e não é o beijo que dou… É o amor que ofereço do corpo que possuo, o rasgar onde ilustro o que sou…
E sou o suave embalar, o enigma que transgride o pecado, o interdito aos olhos de quem não vive a juventude… Eu vivo juventude… Por isso uso a cegueira do amor… Por isso arrepio-me…
E redobro esta minha apetência pela poesia… Amo a poesia nua… Na minha folha… Na tua linha escrita por mim… Enfim… Simples…
Simples como o arrepio num rasgar de véu… Um poema mais… Amor… Poesia… Um céu…


José Alberto Sá

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