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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Erógeno

Erógeno

Talvez nunca consigas imaginar o surreal que existe neste corpo, sou carne de órgãos erógenos… Sou Homem…
Talvez nunca consigas imaginar o sublime que existe em mim, sou pele de arrepios sensoriais, onde a obsessão és tu… És mulher…
Talvez um dia te consiga traduzir a minha febre, o meu quente desejo, os meus suores de paixão… Talvez um dia te sinta em minha mão… Ambos seremos…
Seremos a importância dos olhares abstractos, olhares sem código, sem sentimento… Olhares putrefactos pelo ciúme… Talvez nos olhem…
Eu sugiro que a imagem transportada por nós, seja de amor, seja têmpera de perfumados calores… Eu sugiro que me queimes…
Só, torrado pelo teu ventre me sentirei capaz de ultrapassar o surreal que existe neste corpo.
Neste órgão erógeno… Sou homem… És mulher… Ambos seremos…
Talvez ninguém repare que caminhamos de mão dada… Talvez descubram e nos olhem a sorrir…
Pois… Talvez nos olhem e desdenhem… Pois quem desdenha, quer… Não vai ter… Sou teu…
Talvez sejas minha… Erógena de vontades como eu.


José Alberto Sá

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