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terça-feira, 15 de julho de 2014

Sou pedra (executo-me)

Sou pedra (executo-me)

Por vezes… Sou pedra derretida em deslizares de intensa luminosidade, luz negra, aquela luz ou parte que nos fere a sensação de querer, como quem desnuda um mamilo e não lhe toca… Somente se derrete.
Eu derreto-me nas palavras… Para aldrabar o que penso, para ultrapassar o que me escapa, para negar a verdade do que vejo… E vejo tanto…

E aquela luz que brilha ao me olhar, não consegue falar, somente foge pelo mundo da imperfeição, pensando ser o mundo perfeito…
O mundo belo, fácil, suave… Não…
Não existe um mundo assim… A luz é nevoeiro que vejo num olhar do outro lado… Aquele lado sem palavras onde se sofre…
Sou assim pequeno… Tão pequeno que me imagino nunca alcançar… Sabendo que tudo está ali… Vazio ou cheio de amor que desejo…

Escrevo… Executo-me em painéis de papel… Onde versos ou prosas, são espinhos ou rosas… Sou assim… Em tudo que escrevo, se te vejo num mundo de fantasia… Um mundo que não existe, onde o teu sorriso se imagina a única, assim também eu te imagino, única e minha… Incompleto nestas palavras, executo-me aqui… Escrevo.


José Alberto Sá

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