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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Im(possível)

Im(possível)

É impossível me concentrar… Vejo-te em tudo que mexe…
Vejo-te em tudo que brilha, vejo-te em tudo que se silencia, vejo-te em tudo que se esconde, vejo-te em tudo que vibra… Vejo-te em tudo que aparece… Vejo-te sempre… Sempre em tudo…

É impossível olhar e não te ver… Como é impossível acordar, sem que te tenha sonhado, sem que me levante e tu ali…
E no sonho acabado de fazer, és um sol que brilha para mais um dia, para mais uma impossibilidade de não me esquecer de ti.

De ti é simplesmente cada segundo… De ti é completamente cada golfada de ar… De ti é o impossível caminhar sem que me persigas…

É impossível sentir a chuva sem que a água seja a tua pureza, como é impossível sentir o sol, sem que seja teu o seu brilho…
Esse brilho que me visita a cada momento, pois é em cada momento que vivo o impossível… Sem ti… Nunca…

E agora… Agora como posso eu ser livre? Se me sinto preso e algemado a ti… Que bom… A ti é bom…

A ti… É impossível não amar os abraços que me prendem, impossível não amar os lábios que me sufocam… Impossível não sonhar com esse olhar... O olhar que me penetra por entre as grades do amor que sinto…
E sinto tanto, que é impossível adormecer sem que sejas tu… Tu com essa mão doce e fina, com essa leveza e candura, a apagar a luz que ilumina o meu coração…
Tu… Tu… E eu na minha impossibilidade de ti…

Em cada sonho… Em cada impossibilidade, em cada saudade… Em cada momento de solidão…

É impossível… Dizer-te não…

José Alberto Sá 

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