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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Por vezes...

Por vezes...

Por vezes levo-te de mão dada e no entrelaçar de dedos amo o silêncio
Por vezes…
Penso na cor cinza, uma cor que me faz lembrar o frio, porque por vezes tu não estás
E se não estás imagino-te na palma da minha mão… Sentada, pequenina… Minha
Minha é a vontade de te pegar, se por vezes te sonho… Sempre acontece, sempre te sonho…
E por vezes te roubo sem falar contigo… Faço amor
É a fazer amor contigo, que me sinto feliz, tão feliz que relato aqui
Aqui é o agora enquanto escrevo para que possas sentir… sentir as vezes que te tenho
… Sempre te tenho
Raras vezes te ausentas de mim… Tenho-te gravada no meu livro de páginas feitas de sol
O mesmo sol que apaga a ausência do perfumado carinho…
Quando não me dás a mão
Essa divina e macia dádiva que agarro…
Por vezes não me apetece largar
E quando não te largo é para que sintas a força de cada página que escrevo
Cada palavra a ti dirigida, por vezes em cada frase a minha alma te canta
Por vezes sei cantar…
Por vezes sei dançar…
Por vezes…
E são tantas as vezes, que consigo me aconchegar dentro de ti, mesmo que não me queiras, mesmo que te afastes… Sempre te procuro
Sempre que abro o meu livro, desfolho a chorar, por vezes a sorrir, sentindo um rio onde os leitos são verde esperança e te sinto viajar na corrente…
Por vezes chegamos os dois ao mar
Esse mar que me conhece, poeta… Um pequeno escritor de fantasias… Por vezes
Por vezes te invento comigo de mão dada… Sempre te invento
Obrigado pela doce sensação da tua presença… Pois sempre… Sempre
E são tantas as vezes… Que te amo


José Alberto Sá

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