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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Não adianta, sou poeta

Não adianta, sou poeta

Não adianta,
mares de vidro dilacerante
Mergulharei nas ondas desses estilhaços
Nada me segura
Sou poeta, sou amor… Sou mente pura
Sou candura…
Sou amante
Sou em braços triunfante
Mergulharei nesse mar
E sem parar
Sangrarei dos braços

Não adianta,
Céus de fogo
Chama de ardente lavareda
De mim não há queixume
Nada me pára
Sou poeta, sou abrigo… Sou perfume
Sou no verde a vereda
Sou a luz da minha cara
Sou em passos o caminho
E sem olhar
Não deixarei apagar
o fogo do teu carinho

Não adianta,
A terra em fissura
Gretas ingremes e profundas
Continuarei a lutar
Nada me fará desistir
Sou poeta de mente pura
Sou a loucura quando me inundas
Sou poesia de mar
Sou a vontade do céu
Sou na terra o sorrir
E sem parar,
lutarei pelo que é meu

Não adianta,
Nem mar de estilhaços
Nem céu de fogo
Nem terra de aflições
Irei até ti
Nem que morra em teus braços
Nem que a vida seja um jogo
Serei teu um dia
Porque para ti eu nasci
Sou poeta, com dois corações

José Alberto Sá


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