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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Racismo? Não.

Racismo? Não.

Não imagino o mundo de uma só cor!
Se fosse…
Era a cor que mais se vendia…
Saberia eu, viver sem o amarelo… Sem o vermelho…
Sem as cores berrantes, cores pastel… Cores frias…
Eu não queria assim um mundo de uma só cor
Iria à janela e não conseguiria vislumbrar, nada mais… Seriam instantes
As cores mescladas numa só… Numa só cor… Qual?
Qual a cor?
Não tenho nada contra o verde… Mas o azul do céu…
Azul mar!
O vermelho não… Seria quente demais…
Vermelho do campo!… Vermelho do musgo… Vermelho verdete…
Qual a cor da Humidade? Vermelho?
A erva?
Se seca… Palha… Seria igual?
Deus me valha…
O rosa muito feminino, muito apaixonante
As flores..
A chuva…
O tempo …
E eu? Pálido ou envergonhado… A mesma cor?
Amo o mundo, tal como ele é… As cores são luz…
Só ela traz as sementes… Que na cor do chão se trocam
Sei lá quantas vezes, eu vi cair sementes do céu…
Sim!
Quantas vezes, por entre o verde rebenta em aflição as cores…
Sim!
Quantas vezes, por entre o verde as cores gritam… Estamos aqui
É aí… É dessa cor que falo… cor verde sarapintado
Amo o verde! O azul do céu… Sarapintado de amarelo… As estrelas…
O sol…
Desculpem… Mas amo o verde Sarapintado!
As flores… Os insectos… Os animais… Todos os seres vivos…
São cores!
Eu amo todas as cores!
O preto… O branco…
Sabem… Sabem tão bem quanto eu…
Que o mundo de cores… Foi feito com sementes do céu…
Os campos vestem-se de verde…
Quando sarapintado de amor, são as flores que saltitam
Eu amo as cores de igual… A alma não tem cor
Por isso mesclo-me de todas as cores…
Sinto que todos e todas as cores são iguais…
Aos olhos dos humanos
Dos amigos… Dos olhos meus
Raças… São cores… Povos em Amor
… Cores de mãos dadas pela igualdade… Pelas sementes de Deus.

José Alberto Sá

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