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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O resto

O resto

O resto já não vive para mim
O resto já não é para lá do fado
O resto… É o sonho acordado
Que fala do céu, do rio, do mar… Enfim

O resto já só fala da morte… Da vida
O resto … É o acordar onde tudo se resume
O resto de um adeus aos olhos… A despedida
Que fala sem lume, sem queixume… É ciúme

O resto já não tem graça, nem beleza
O resto já não enfeitiça, somente o dano
O resto… É luz, é paz sem natureza

O resto de uma vida ao desengano
O resto de um amor sem certeza
Que fala sem voz, sem razão, com engano


José Alberto Sá

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