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domingo, 8 de dezembro de 2013

Despe-te

Despe-te

Outra vez nua!
Despe-te….
Despe-te dessa vergonha
Não vez?
Que te olho crua…
Outra vez nua!

Despe-te dessa roupa de seios
Dessa intrigante fronha
Não tens vergonha
Outra vez nua!
Não me olhes assim
Com esses olhos de arrependida
Quero-te vestida
Para poder ser eu a despir
Esse corpo
Que imagino vestido
Imagino querido
Vestido de amor

Mas tu…. Tu…
Estás nua!
Olho-te e cá dentro
Cá dentro de mim… Estás lá fora…
Como se fosses a rua
Uma rua onde te vez
Estás nua outra vez!

E eu quero-te despida
Despida dessa vergonha
Ou queres que ignore
Ou que te implore
Que te vistas
Olha-me… Estou vestido
Vestido de ti
E tu…
Estás nua outra vez
Não vez?

Eu vi…
Vi que me queres vestido
Olhar esse corpo sofrido
Olhar esse vestido nu
Que não quero
… Queres tu

A nudez.. A tua nudez
Deve ser delicada
Não uma peça arrancada
Mas em perfume retirada
Uma de cada vez

Despe-te…
Despe-te dessa vergonha
O amor não é sexo
O amor é a nudez apetecida
Não uma nudez despida
Sem nexo

Eu vou-te despir
Olha-me… Sente os meus braços
Sente o meu corpo
Respira para sorrir
Sente os abraços
Os beijos
O carinho
Os desejos
Sente o levitar
O amor

E assim… Estás vestida para amar
… Linda


José Alberto Sá

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