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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Voa comigo

Voa comigo

Se agarrasses a minha mão
Ficarias a saber que não é feita de penas
Ficarias a saber que o anjo que levavas
Era o ser que amavas
Olhos leves, iluminados com penugens de amor 
E leves como o mais puro algodão
Se agarrasses a minha mão
Ficarias a saber como pulsa um coração
Dentro da mais bela flor

E de mãos dadas sentirias o silenciar,
das palavras que vês nos meus olhos
Palavras que ficam presas na garganta
Sensíveis ao teu perfume, o meu degustar
E se as agarrasses forte,
Sentirias uma vontade tanta
Que voarias nas penas deste anjo, sem norte
Se agarrasses a minha mão…
Agarravas um pedaço…
Não o céu, mas o meu chão

Nasci assim…
Nasci nesta pele branca, com pernas e braços
Sem penas, mas com asas de vontade
Só assim consigo voar contigo
Dá-me a tua mão… Sente o amor sem espaços
Sem tempo para fugir, sem vento e sem idade
Voa nesta mão que te segura… Vem comigo
Nasci de um verso ritmado
Num momento em que os corpos, foram penas
Anjos loucos no leito apaixonados
Me fizeram para voar,
como voam os poemas


José Alberto Sá

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