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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Minha garganta

Minha garganta

Deixai-me chorar
A dor é só do meu olhar
É dor na garganta
Se a voz não levanta
Deixai-me chorar

A dor não me deixa recitar
Tenho a garganta ferida
Tenho a garganta dorida
Com lágrimas sem sal,
lágrimas sem mar

A incerteza daquele dia
A tristeza que é só minha
Minha é a dor sem alegria
Minha é a alma encharcada
Sem medos
Com medos do tudo ou nada

Por isso, deixai-me chorar
Talvez a luz me possa encontrar
A luta é do meu coração
Luta com armas que eu não tenho
Guerra minha que desenho
Por isso deixai-me chorar

Sei sorrir por dentro, nesta canção
Lágrimas que não conheço
Lágrimas que não te peço
A dor que na garganta quase não sinto
Mas não minto
Que sinto a dor na minha mão

Deixai-me chorar…
Não é por amor
Deixai-me chorar…
Não é paixão
É dor e medo de um sol sem calor
Que queima o azul dos olhos,
na minha emoção

Deixai-me chorar
… Só eu sei
Só eu sei porque a luz está presente
Minha garganta sabe a cor da lua,
sabe sentir o luar…
… Só eu levarei
As lágrimas, que um amor sempre sente

Deixai-me chorar
Este amor é meu
A esperança de que tudo é bom
A paixão que me chega do céu
E que ao receber, levo para amar
Dentro do meu coração


José Alberto Sá

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