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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O azul da vida

O azul da vida

No chão a carne rebola impregnada
de tinta azul, que salpica na parede
No chão desenhos de fada
Na tinta rasgada
Pelo corpo nu que rebola pela sede

A impressão corporal…
Onde o corpo é fome de olhos brilhantes
A vontade carnal
Que na humidade do chão
Sente o puxar de uma mão
Caída na tinta como amantes

Eles… Os corpos querem mais…

No chão a tinta se esconde na fresta
Gozo absoluto
Risos como gemidos a tinta na testa
Bem dito o fruto
O azul dos céus
O azul de um mar que me chama
O azul poético do pensar que é meu
No chão de tinta que o corpo reclama

Gestos precisos, quando a delicada mão tapa
E ali a tinta desliza
Macio e delicado no azul de quem rapa
E se mostra no chão de tinta sem camisa
Na superfície o azul sobressai
No fundo o azul se aclara
Por dentro a pureza não tem azul…
Somente um ai
É nesta cor que me vejo e te beijo na cara

Assim vestida de azul és arte
Sinto-me leve… O melhor pintor
Com tinta ou sem tinta de mim fazes parte
E o azul deste chão é o azul do céu,
é o azul do amor

Eles… Os corpos querem mais…

Sentem suores na tinta escorrida
A mesma que me leva ao céu azulado
Um ser apaixonado
O azul da vida




José Alberto Sá

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