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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Uma carta ao meu caminho

Uma carta ao meu caminho

Caminhei por aí sem saber onde parar
O caminho levava-me sem rumo, sem tempo
Um tempo que contei, sem contar
A conta de uma vida sem caminho para andar

Mas fui andando pelo toque da brisa, sentindo o vento
Frios sentidos, sem sentido
Calores provocados pelo andar sem destino
Sentidos sem caminho, sem passos de menino
O menino que cresceu e pelo mundo se atreveu

Por aí, sorrindo para os abutres sem saber
Chorando com medo de quem não faz mal
Caminhos irreais, onde o rumo é o nosso apetecer
Apetites sem prova, sem adoçante ou sal

São os caminhos dos meus desabafos
Que não vos vou contar
Segredos dos passos de homem vivido
Com coração de menino perdido

Caminho de vontades levadas
Levadas por trilhos por descobrir
Pedras que formam labirintos do meu sentir
Sentidos sem sentido, nas pedras pedradas

São a droga da vida sem caminho
E eu… caminhei e continuo a caminhar… Por aí
Caminhos sem perdão, perdoados por mim
Caminhos de desculpa, sem culpa do que senti

Caminhos onde quero continuar,
mesmo que não possa ficar
A minha teimosia é amor pelos caminhos sem dor
Onde a dor se sente por caminhos da minha cor

Sou humano nos caminhos dos sentimentos
Por isso sinto os caminhos que não quero
E se os sinto é porque já os vivi, sem viver em desespero
Caminhos sem tempo, com tempo para o caminho
Caminhos ou ventos… Sopros dos nossos tempos


José Alberto Sá

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