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terça-feira, 30 de julho de 2013

Perverso imaginativo

Perverso imaginativo

Interrogo-te até à vulva sedenta
Quando observo o teu olhar perdido
Sinto o teu orgasmo em sofrimento
Gemidos de quem não aguenta
Na lucidez do desespero no dedo contido
Martírio beliscado em seios sem tempo

Espio-te na cena onde te escondes de mim
Sem dúvida que me fustigas o verdugo gritante
A consciência dilacerada pela carga electrizante
Olho, apalpo, respiro… Esmagado pelo jardim
Onde o esqueleto feminino se cobre de amor
O enchimento de carne que me transmite o odor

Imagino-te no acto copular, teu rosto, teu falar
Ornamentos de um alibi que me arrepia
Uva que me apetece esmagar e beber… Amar
É urgente elogiar este meu dilúvio, húmido pela magia
Só tu existes por detrás da cortina
Somente eu e a lua espreitamos, a mais pura obra-prima

Interrogo-te com veias carregadas, eu sou carne… Presença
Espio-te porque te desejo de frente e não pelas costas
Imagino-te antes do escândalo… Sentença
E tudo porque te amo, sem perguntas… Mas com respostas


José Alberto Sá

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