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quarta-feira, 26 de junho de 2013

cais de amor

Cais de amor

Naquele cais
Sentia sempre o frio da despedida
Recordo no silêncio do beijo
Os loucos ais…
E o espumante que bebíamos sem medida
Ébrios de amor
Cambaleávamos pelo estreito passadiço
Abraços dados pela fúria da cor
Beijos apaixonados sem respirar…
Nem dávamos por isso!

Naquele cais

Víamos os barcos no horizonte
Ah… Aquelas palmadas que me davas
O louco céu dos pardais!
E sorriamos de mãos dadas
Cambaleávamos pela serra, pelo monte
Naquele cais…

Naquele cais…

Não mais esqueço os momentos
Não mais esqueço o mar
Não esqueço os ventos
Não esqueço na ébria despedida o cambalear
O espumante que ainda hoje trago na boca
O teu sabor… O teu olhar… Tão louca
Tão louca que hoje me sinto sozinho
Perdido
Triste, caminhando no passadiço de pinho
Onde recordo o teu rosto tão querido

Naquele cais

Ficou a alegria de viver
A amizade num sorriso que não mais vi
Os ais… Os ais…
Que bom sentir este reviver
Num cais que me faz lembrar de ti


José Alberto Sá

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