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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O banho


O banho

Gostava que te calar,
com um beijo.
Lavar-te com fragrância de limonete
Secar-te com um corpo,
em louco desejo.
Fazer-te sentir perfumada,
ser eu o sabonete

Gostava de no banho te algemar
Amarrar-te num corpo,
coberto de humidade
Fazer-te gemer e ao mesmo tempo sufocar
Pelo calar,
num beijo de línguas em liberdade

Gostava de contigo sentir a água correr
Lavar-te com sais de banho,
pétalas de rosa
Morangos saboreados em bocas,
corpos a derreter
Numa taça de champanhe,
essência viscosa.

Depois do banho poderias falar
Minha boca te deixaria respirar
Meu corpo se separaria do teu
Teu corpo deixaria repousar,
para te poder observar
E bailar no teu corpo que é meu

Pedia-te que fosses rápida no vestir
Meus olhos cegam pela tua beleza
Lábios, olhos e um corpo a sorrir
Iria dar novamente ao amor, outro banho
Com certeza.

José Alberto Sá

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