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sábado, 5 de janeiro de 2013

Só quero viver


Só quero viver

Pedra sobre pedra, o poder da sobreposição
Folhas caídas e renovadas, a troca de roupa
Águas revoltas, ondulações de amor
Ventos cortantes, o mundo a crescer

Oposição? Não!

Pedra sobre pedra, qual razão?
Folhas caídas a mendigar, que coisa louca
Águas revoltas, palavras de dor
Ventos famintos, o mundo a meu ver

Oposição? Não!

Pedra sobre pedra, a mente em oração
Folhas caídas, garganta rouca
Águas contaminadas, dificuldade na cor
Ventos sem rumo, assim sopra o poder

Oposição? Não!

Pedra sobre pedra, a minha canção
Folhas caídas, uma coisa tão pouca
Águas puras, quando se mente à razão
Ventos que secam, cheques sem touca

Oposição? Não!

Pedra sobre pedra, vida em compressão
Folhas voando, em ventos de pó
Águas da chuva nas poças do chão
Ventos perdidos, atados com nó

Oposição? Não!

Pedra sobre pedra, poder em putrefacção
Folhas molhadas, por lágrimas da fome
Águas que pingam do rosto da aflição
Ventos sem norte, na direcção de quem nos come

Oposição? Não!

Pedra sobre pedra a asfixia
Folhas que tombam a voz do pobre
Águas que lavam o poder da mafia
Ventos do poder, os que levam o cobre
Ventos do poder…
Ventos do poder…

Oposição? Não!

Só quero viver…


José Alberto Sá

2 comentários:

  1. É o que todos almejamos poeta... o viver!!! Adorável! Parabéns e Sucesso Sempre José Sá! grande abraço!

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