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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O telhado


O telhado

O telhado já não veda
Pingas de chuva inquieta
Trovões de amor que provocam a queda
Como pétalas caídas, de uma rosa que espeta

Som suave demolidor, a pinga
Soalho molhado, espelhos do tempo
Murmúrios do céu, quando o sol minga
Vozes de amor levadas no vento

Pinga chuva maldita, que me falas
Arreliante bater como uma canção
Música cinzenta, porque não te calas
E afagas as lágrimas do meu coração

Telhado sem telha
Por onde a luz não quer entrar
Raios perdidos que ao sonho se assemelha
Na pinga da chuva cansada e velha
Tal como o telhado do meu amar

O telhado já não veda
Tudo passa por entre a vontade
A chuva grita escondida na vereda
Gritos da minha saudade

Quero luz, quero voltar
A ter um sol em mim iluminado
A luz do sorriso, luz do olhar
Luz de amor, o meu telhado

José Alberto Sá

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