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sábado, 29 de dezembro de 2012

Um olhar no meu contar


Um olhar no meu contar

Pareço contar o tempo
Não sei porquê
Sinto na brisa do vento
Palavras que ninguém vê
As horas contam o passado
Esqueço alguns momentos da vida
Sinto na voz do pensamento
Vozes de algum pecado
Que viveram comigo lado a lado
Tempos sem ponteiros, sem medida
...
É o contar de um olhar de luz
O crepúsculo no sonho que ficou
A palavra pregada na cruz
A contagem de quem nos amou
Pareço contar o tempo
Não sei porquê
Sinto o frio da água da chuva
Falta contar, o segredo a quem me lê
A quem me sente,
como quem mastiga um vago de uva
...
O tempo continua
Mais um ano chega ao fim
Lá fora, o tempo passa por cima da rua
Cá dentro, és tu... Dentro de mim
O meu contar
O desejo de te ter
No ano que vai voltar
Eu a escrever, tu a ler
Na mesma contagem do tempo
O meu tempo num louco contar
Não sei porquê
Será que alguém vê
Como eu vejo a luz do luar
Olha-me e deixa-me contar
O tempo sem tempo
Sem vento
Sem nada... só eu, tu e teu olhar

José Alberto Sá

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