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sábado, 15 de dezembro de 2012

Do ver... Até sentir


Do ver… Até sentir

Revirei mais uma vez o papel
A carta, onde falava de ti
Cada letra, arte na melodia do pincel
O traço onde elas dançavam
Sonhos, fantasias e ali
Te amei...
Eras ali o meu vício
A minha droga… Heroína
A fuga do precipício
Amor na jangada pelo rio acima
Ali... Acarinhei-te
Ao tocar no papel… Doce
Caramelizado sentir
Como se fosse
O sol no horizonte a me sorrir
Tua face da cor do sol
Estampada na folha da minha carta
E as letras brilhavam,
como chuva cor de prata
Amei-te
Ao reabrir aquela carta...
Eras tu...
Que ali estavas
E me abraçavas
Eu sei
Num papel... Branco e nu
Que nunca enviei...


José Alberto Sá

2 comentários:

  1. Tudo cabe e ninguém sabe...o que pode conter um simples papel em branco. Gostei!!!!

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