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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Gato vadio


Gato vadio

E o gato vadio
Era eu!
Percorria a noite
Os tempos de frio
Os dias sem céu
E o gato vadio
Dormia ao relento
À chuva, ao vento
Um gato vadio
Contava as estrelas
Namorava a lua
E o gato vadio
Sem fala, sem pio
Miava na rua
Olhando para elas
As gatas vadias
Noites sem pudor
Loucas iguarias
Sombras do amor
E o gato vadio
Rasgava as entranhas
Com unhas tamanhas
No meu ronronar
O gato vadio
Era eu…
Vestido de céu
À luz o luar…
Um gato vadio
Hoje sou o mesmo vadio
Igual ao de ontem, o mesmo fato
O mesmo mio
Crescido e mais cansado
Mas ainda o mesmo gato…


José Alberto Sá

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