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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Eu peço... Perdão...


Eu peço… Perdão…

Grito contra os céus
Não sei como abafar a cor rubra
O tom isolante de um céu esquisito
Somente grito
Haja alguém que me oiça
E lave a sátira que me derruba
Abrem-se as nuvens em trovão
Abrem-se frestas na terra
Gritos de calor, tempo suão
Gritos sem voz, almas em guerra
Cravam-se raízes de árvores melindrosas
Cravam-se vozes sem dialecto
Gritos do além, mentes copiosas
Perdidas num mundo, seres sem afecto
Peço-vos mentes impuras
Degradadas pela maldade
Meu grito ao céu…
São perdões e curas
São perdões da minha vaidade
Devolvidos sem ódio ao corpo teu
Grito…
Grito para que me oiçam, estou aqui…
Grito para que me oiçam, somente escrevo
Fico…
Fico para que me sintam… Amor que vivi
Fico para que me sintam, nas folhas de um trevo
A sorte…
A morte…
É um grito indefinido
A sorte pelo amor compreendido
A morte pelo amor perdido
Mas… Eu grito…
Peço por mim e por ti, todo o perdão
Não temas…
Meu pedido é de coração
Sou amor
… Apenas…

José Alberto Sá

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