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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Temperaturas


Temperaturas

Dez graus, temperatura do teu cabelo
Teu pescoço estava mais quente
Senti nos lábios o sabor de caramelo
Sabor quase derretido
Vinte e cinco graus, o termómetro não mente
E o meu lábio sente
Um corpo apetecido
Teus ombros mornos
Vinte graus talvez
O calor dos contornos
Quando beijei, um ombro de cada vez
Senti o sol e tirei a camisa
Teus seios libertavam calor
Beijei-os sentindo os graus na pele lisa
Vinte e oito graus de amor
Suava por mais um botão, saído da casa
Trinta graus medidos na intensidade
De um calor tórrido saído de tua brasa
Da tua nudez, da tua humidade
Amamo-nos ali despidos do frio
Amamo-nos ali sem pudor
Graus positivos, suores, correntes de um rio
Amamo-nos ali, num louco amor
Depois de um banho
Continuou a temperatura
Graus de amor sem ter tamanho
Amor, calor e mente pura


José Alberto Sá

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