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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Meus braços


Meus braços

Abri meus braços
Eram curtos, para a minha vontade
O ar ocupava os espaços
Entre o amor e os braços, a claridade
O caminho entre o principio e o fim
Entre o começo
e os términos da distância
Para mim...
O arremesso
Entre as mãos da importância
De braços abertos
Mãos espalmadas
O desejo
Que entre mãos, tudo que vejo
São labirintos descobertos
Sangue em veias dilatadas
Raízes dos braços para medir
Quantas pessoas
Fracas ou boas
Me devem resistir
Só quero dar um abraço, o maior possível
Acolher
Amar
Levar ao mais apetecível
Ao grande, ao longe, ao meu ser
Somente dizer no apertar
Que meus braços são a distância
Entre o amor e o abandono
São no doce a Fragrância
Na essência, sou eu, o seu dono
O meu pensar
O abraço na chegada ou na partida
O meu levitar
De braços abertos para a vida

José Alberto Sá

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