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quarta-feira, 8 de agosto de 2012


Governo de pedra

Nas pedras secas do chão
Senti o pó, como areia de um deserto
Vastidão de mentes sem coração
Mentes que me confundem
Na dúvida do que está certo...
Mentes e pedras ocas que se fundem
Na avareza
Na ira
Na dureza
Mentes de luxo, que ao povo tira
Nas pedras secas do chão
Senti as feridas no meu rosto
Vinho sem mosto
Podridão
Pedras duras sem ouvidos
Cegas e sem sentimento
Cobrem o chão sem sentidos
Chão de ricos, de pobres sem alimento
Nas pedras secas do chão
Risadas nelas estavam gravadas
Lágrimas de quem não tem pão
Como pedras abandonadas
São pedras do chão seco
Que nos rasga o coração
Vozes do poder sem eco
Secas nas pedras do meu chão

José Alberto Sá

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