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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Colados


Colados

Um só corpo despido
Assim me sentia abraçado a ti
Eras a sensação magnética
Corpo unido
Movimentos suaves eu pedi
Mas tu… Frenética
Apertados corpos,
no pescoço uma mão
Outra descia pelo gemido de pêlos eriçados
O arrepio, o apetite, a sensação
Um corpo colado no outro pelo suor perfumado
Apaixonados
Lado a lado sem espaço
Profundo era o sentido das palavras ditas pelo olhar
Nada existia em volta a perturbar nosso abraço
Somente o nosso respirar
Um beijo suspirou entre corpos esquecidos
Ninguém nos conseguiria fazer parar
Corpos derretidos
O céu que não se via estava perto
O vulcão iria rebentar lava incandescente
O lençol se iria rasgar pelo aperto
Loucura em reboliço, um sol quente
Natureza do apetecer
Uma separação no final do calor
Dois corpos exaustos pelo prazer
Dois corpos descolados… pelo amor

José Alberto Sá

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