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domingo, 27 de maio de 2012

O tempo que sinto


O tempo que sinto

Vivo num tempo,
onde cada pancada eu sinto
Cada batida é pó que se solta
Poeiras fugidias de mim
Fugindo pelo trilho... Lento... Lento
O tempo que não pinto
Trilhos de flores sem jardim
É o tempo dentro de mim
Tempo que passou sem esquecer
Memórias gravadas no pó
Da terra de cor castanha
Que me seca a garganta do apetecer
Tempo sem trigo, sem mó
Tempo de dor na entranha
Vértices cortantes sem pudor
Esquinas oriundas do vazio
Pilares carregados de dor
Equilíbrio sem vara, na ponta do fio
O tempo de agora
Vamos embora...
Vamos à luta...
O tempo não para
Ele nos devora
Como os vermes que comem a fruta
Tempo onde eu vivo e me desvio
Olhando e procurando nunca esquecer
Que no mar navega o navio
Na terra ama o meu ser
O tempo que passa
Um tempo que abraça
Uma vida na raça
Que o tempo quer escurecer
Mas por mim não...
Na minha mão...
O tempo não vai morrer

José Alberto Sá

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