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domingo, 27 de maio de 2012

Naquela estrada


Naquela estrada


Por entre uma lágrima senti
Vontade de brincar às escondidas
Correr atrás de uma bola
Olhando para trás num mundo que vivi
Uma vontade de fazer muitas partidas
Correr e saltar como quem hoje pede esmola
Que bom era ser menino,
levado ao colo
Sorrir, cantar, gargalhar,
mesmo sem ter piada
Hoje... Com esta lágrima, apalpei o solo
O caminho agreste de hoje...
Aquela estrada!
Estrada de sonhos, estrada da terra
Caminho da saudade
Uma estrada que no meu coração berra
Era menino,
eu era verdade!
Esta lágrima que choro e que deixo cair
Não é mais que o medo de crescer
O medo de não conseguir
Ver a minha estrada desaparecer
Hoje...
Apetece-me deitar no meio de ti
Estrada... Que me viu de socas calçadas
Pobre, mas feliz por ter uma estrada mesmo ali
Rico, porque o meu coração,
tem as pedras gravadas
Pedras da minha estrada
Em menino traquinava ausente do mal
Por isso amei aquela estrada asfaltada
Terra impregnada de felicidade
Terra colossal
Terra de amigos, a minha vaidade
Hoje já não corro... Somente caminho
E ao olhar a minha estrada
Vejo todos os momentos nela passados
Recordo os amigos com carinho
Por isso largo esta lágrima gravada
Na saudade de menino

José Alberto Sá

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