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terça-feira, 22 de maio de 2012

Acredita em mim


Acredita em mim

Por vezes sinto frio, quando o sol brilha
O escuro por vezes me invade, mesmo de dia
A luz por vezes me cega, mesmo apagada
É a sensação de vazio
Não há maravilha…
Não há alegria…
Não há madrugada…
É o frio
Por vezes o céu azul, não tem cor
O mar por vezes bravo, não tem maré
O amor por vezes intenso, não tem lume
É a sensação da solidão
Não há amor…
Não há fé…
Não há queixume…
É a dor do coração
Por vezes nem os rios sabem correr
As árvores por vezes adultas, não têm folhas
Os pássaros por vezes não cantam, soltam um leve pio
É a sensação da ausência
Não há o querer…
Não há amor quando me olhas…
Não há brio…
É a dor transformada em paciência
Por vezes queria rir, mas uma lágrima rebenta
Os soluços me invadem, rebentando meu peito
Por vezes de olhos abertos, queria não ver
É a imperfeição da vontade
Não há alma que aguenta
Não há jeito
Não há sangue em meu ser
É a falta da tua sinceridade
Em acreditar em mim de verdade
Então…
Não existe explicação
Simplesmente vejo,
um não
O teu desejo

José Alberto Sá

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