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domingo, 22 de abril de 2012

O meu ponteiro


O meu ponteiro

Olhei o meu relógio fixamente
Dois ponteiros pareciam parados
O maior pulsava calmamente
Passando por cima de tempos passados
O seu movimento era quase insignificante
Mas eu sabia...
Que cada pulsar era o contar
Do segundo, da hora e do dia
Cada instante me envelhecia
Então aquele ponteiro,
era mais forte do que eu
Movia um mundo inteiro
A minha calvície, o meu cansaço
Movia a terra e o céu
Reparei que na sua lentidão,
o tempo passava depressa
A sua insignificância,
era agora para mim a importância
Num tempo de promessa
Um tempo que via passar
Naquele minuto que o olhei,
reparei...
Que não vivi...
Esqueci que o tempo passava
Refleti...
Olhei em frente, caminhei
Olhei-me e pensei
Que o tempo que passa,
o meu ponteiro contou
Que o tempo de agora,
é o contar do futuro, o homem que sou
E que serei...
E tudo é... Um ponteiro que em mim mora

José Alberto Sá

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