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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Respira somente...


Respira somente…


É o silêncio que me separa

O muro do tempo, do vento vazio

Uma flor que murcha pela ânsia

Uma vontade que não pára

Uma ave que não voava, sem pio

Uma corrida sem distância

...

Falta-me o fôlego, por não te ouvir

O muro que me veste é impossível

Não tenho nada, sou um eco

Pedaço de mim, sem sorrir

O mundo quadrado, incorrigível

Por falta da tua voz, ecoada no teto

É o silêncio que me aperta

O muro do passado, do sol do mar

Uma flor que cortada, me pedia

Uma vontade com reticências e etc.

Uma ave que poisada pedia para voar

Uma corrida de loucos, onde morria

...

Falta-me o respirar da tua boca

O muro que me aperta o pensar

Não tenho nada, menina marota

Pedaço de mim, do teu luar

O mundo oval, sem esquinas

Poesia sem rimas

É o silêncio do teu calar

É o silêncio a minha tortura

É o silêncio do teu sorriso

É o silêncio do teu pensar

É o silêncio do tempo que dura

É o barulho... Que preciso.

Teu mar...


José Alberto Sá

1 comentário:

  1. Falta-me o respirar da tua boca

    O muro que me aperta o pensar

    Lindo Poeta...!! Encantador!

    "Alma Exposta"
    Poetas, Poemas e Poesias
    http://haydeecerantola.blogspot.com

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