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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Nas dunas


Nas dunas


Colossal sentir de areia

Quando me deito

Deslizamentos no tirar da meia

Perna torneada e aperto no peito

Diamante cravejado pelo sol

Pedra preciosa do meu mar

Colossal…

Apetitosa no abrir do girassol

Roliços movimentos de amar

Navego nas ondas da imaginação

Nas areias de um mar sequioso

Perna sem meia, provocante liga

Na delícia de uma canção

Meu mar teimoso

Mar provocante… Eu que o diga

Branco… Sim branco como a neve

A cor do triângulo, momento astuto

Perna entreaberta, que espreito ao de leve

E me faz desejar o escondido fruto

São as areias movediças

Escorregadias seivas do pecado

São mares e marés que me atiças

O apetite voraz do meu outro lado

Juntos rebolamos sobre as dunas

Mergulhamos nas vontades do amar

As ondas nos abraçaram em plumas

Levitamos no céu, na terra e no mar


José Alberto Sá

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