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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Minha alma, meu voo


Minha alma, meu voo


A águia chorava…

Lágrimas que no chão calavam

… Calavam os gritos de quem parava

Paragens da águia que em luzes me olhavam

… Meu voo…

Olhos de sol que me iluminam

Na luz dos gritos parados no chão

Lágrimas do olhar que abominam

Vozes caladas em oração

… Meu voo…

Chora águia dos céus

As árvores se vergam em ti

Se vergam às lágrimas que em ti são véus

Nos chãos chorados em voos que eu vi

… Meu voo…

Não existe poeira quando passas

As ervas não secam… Lindo tapete

A águia chora pelo voo das raças

Num voo de amor onde tudo se repete

… Meu voo…

O voo da águia… Fervor

Poderia ser uma simples ave

Na sua grandeza em amor

Na sua beleza que em mim cabe

… Meu voo…

As lágrimas da águia caídas no chão

Voos da terra, voos do céu…

Voos do meu coração

Águia gritante de quem sou réu

… Meu voo…

Se furas o céu, a chuva cai

Na terra sem pó, numa lágrima que sai

É águia… É rapina

É a alma em voo picado

Num voo de esgrima

Num chão que em lágrima

É o meu voo da alma

Que em toda a calma,

É o meu voo louvado


José Alberto Sá

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