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domingo, 8 de janeiro de 2012

Mãos que agarram


Mãos que agarram


Olhei as mãos enrugadas!

Meus calos sabiam e conheciam

Toda a dureza

Olhei as mãos cortadas!

Meus olhos sabiam e não dormiam

Pela tristeza

Olhei as mãos, orgulhoso

Mãos de mil trabalhos

De um tempo vaidoso

De caminhos e atalhos

...

Minhas mãos... Minha alegria

Seus calos são virtude

Seus cortes são saúde

Mãos de trabalho e magia

Olhei as mãos e erguias

Em agradecimento oferecias

Ao tempo de outrora

E... Sem demora

Pedia para trabalhar

Num tempo que se devora

De mãos sem nada para dar

...

Olhei as mãos... Tudo era meu

Senti minha alma vaidosa

Pelas mãos erguidas ao céu

De pele cortada e calosa

Mãos de trabalhar

Ontem, hoje... São o que vês

Mãos prontas a transpirar

Mãos prontas a lutar outra vez

Num amanhã...

...Talvez


José Alberto Sá

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