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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Minha vontade


Minha vontade


As palavras já gaguejam

Já não sinto o seu abraço

O mistério das linhas que trovejam

Nas letras tremidas que faço

As palavras já não querem reagir

Aos convenientes sentimentos

Palavra que vejo partir

Levadas no turbilhão dos ventos

Escrevo promessas… Ou sarilhos

Palavras que tento explicar

No meu caderno, são meus filhos

Poemas que não sei recitar

As palavras que escrevo… Que não digo

São palavras mudas, sem fala

Por isso vos falo em escrita

Amor que sinto, que não me cala

Gritos de quem me acredita

Escrevo não sei porquê

Vontade de alguém muito mais forte

Poderes de quem me lê

Que me dão vida

Me tiram da morte

Vivo para escrever

A escrita é o meu ser


José Alberto Sá

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