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domingo, 4 de setembro de 2011

Uma janela para o mar


Uma janela para o mar


Janela que dás para o mar

Vidraça branquinha

De transparente luar

Janela de mil segredos

Dos que ninguém adivinha

Quantos pecados e medos

Quanto amor, tu miraste

Tu gravaste.


De linda guarnição de madeira

Com verniz velho e gasto

Quanto abraço se deu à tua beira

Quanto amor, foi o meu pasto

Conta-me as tuas lindas visões

Fala-me de tuas memórias

Dos poemas, das canções

e das minhas lindas histórias.


Contas as ondas do mar

O vai e vem da maresia, seu odor

Guardas em ti, tanto amar

Como me guardo, em tanto amor

Meus braços te abrem como asas,

para que possas voar.

No mar mergulhar

e apagar os teus segredos

Como se fossem brasas,

do fogo do meu amar.


José Alberto Sá

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