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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Escultura


Escultura


Cinzelei-te em pedra amor

Sonhei ser um artista

Por entre teu corpo fui escultor

Pedra a pedra, tua à vista

Meu cinzel te perfurou

Em tua pedra macia

Ao tocar na pedra, disse quem sou

Nas curvas da tua magia

Batidas suaves do martelo

Idênticas às batidas do coração

Teu corpo esculpido, pecado e belo

No artista a inspiração

Fiz amor em sentimento

Prazer imenso me invadiu

Teu corpo meu alimento

Pedra e escultor, alguém os uniu

Prazer calado, sem gemidos

Somente o meu cinzelar

Sonhos de artista ali cumpridos

Na beleza do seu amar

Amo a arte, como amo um corpo

Amo a vida porque ela é rei

Escultura viva, meu porto

Quanto te amo e amarei


José Alberto Sá

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