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domingo, 21 de agosto de 2011

Perfume


Perfume


Naquele frasquinho tinha a essência

Ela despida o segurava

Conduzia à minha permanência

De olhos vidrados, eu adorava

Suavidade e leveza com que vaporizava

Atrás da orelha e no pescoço

Meu corpo hipnotizado, amava

E devorava até ao caroço

Nada comia, só engolia

A vontade e o querer

De ser o frasquinho que se movia

E o corpo percorrer

Aroma de liberdade

Eu recebia,

mas não podia, preso estava

A sua essência era toda de verdade

Na ousadia do seu curvar, eu me elevava

Dei um passo, a minha íris aumentou

A pele macia, parecia me falar

Num gesto de ternura, o frasquinho ela poisou

Aí a íris dos meus olhos queriam saltar

Chegou-se perto de mim, me beijou

Não ofereci resistência

Envoltos em perfume nos amamos

Com o amor que existe no frasquinho

e sua essência

Nos devoramos.


José Alberto Sá

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