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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Maçã


Maçã

Linda e vermelha
Pele macia
Que ao sol rubro se assemelha
Que bom seria
Se tu perfumada
Caísses no chão
Vontade de uma dentada
Mordida no coração
Trincava-te ao de leve
Beliscava-te até à semente
Qual suavidade de quem escreve
Em palavras que a alma sente
Tenrinha, menina de gémeas mil
Tocar-te é sentir, fruto proibido
Na mordida do quadril
No sumo do meu castigo
Cheguei-te ao interior
Sumarenta, menina se assim não fosse!
Quis que fosses meu amor
Na trinca que te dei doce
Com os dentes te rodeei
Pequenos goles engoli do sumo teu
Pedaço a pedaço devorei
O fruto que era meu
Depois de toda comida
Restou-me colocar-te no chão
Estavas toda despida
Já não eras tentação.

José Alberto Sá

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