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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Abre-me a porta


Abre-me a porta

Fechaste-me a porta
A cancela estava trancada
Não importa!
Ou importa, quase nada!
A mísera estrada, não me conhecia
Paralelos que não me queriam sentir
Fiquei quieto…nostalgia
Não me apetecia sorrir
A maçaneta da porta não existia
O buraco da fechadura, não dava para espreitar
Eu sofria…mas não desistia
Do meu caminhar
Bati três vezes, ninguém falou
Bati, perguntando porquê, estar na rua
Nem um ranger despertou
No abrir de porta tua
Bati, na porta fechada
Queria desabafar contigo
Soltar um grito vindo do nada
Querendo ser só teu amigo
Mas…
A porta estava fechada
A cancela estava trancada
Para lá da porta…nada
O caminho da mente desesperada
Caminho de sofrimento
Porta do isolamento
Caminhei sozinho
Não mais bati, somente sofri
Caminhei um longo caminho
Que me trouxe até aqui
Hoje tenho portas abertas
Tenho amigos de mentes despertas
Hoje sou o caminho que escrevi
Caminhando para ti
Hoje falo para lá da porta
Hoje já não existe cancela
Hoje já não importa
A vida é bela


José Alberto Sá

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