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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Simplesmente

Simplesmente

Porque tens falta de nada
Se nada te falta, liberdade
Porque sentes o doce desconhecido,
O doce que me afaga
A brisa de um açúcar do meu deserto
Vaidade
No peito dizes ter um grão de areia
Na verdade quando o olhas assim parece
Mas…pega-lhe, leva-o à boca, saboreia
e com a ponta da língua humedece
Verás que o doce é, açúcar do meu deserto
O deserto da vida prova o que de mais belo existe
a ausência do sol que lá está, mais perto
mas teima em te queimar, porque resiste.
O medo é das sombras, da incógnita, da visão que falta
que aparece e se desvanece
no calor do meu deserto
Quando tudo me apetece.
Teu deserto misterioso
Teu olhar doce
Teu corpo ondulante, delicioso
Teu mar…se meu fosse!
Onde os desejos imperam
num silenciar.
Deixar de escrever, somente parar, e….sentir
Sentir, …sentir, …sentir…
Tu existes, és pó, és terra, mar…
És o deserto, és vida, és alguém…
és o meu questionário.
Porquê?
És muito mais além,
para lá do imaginário.
O amar
Simplesmente deves ser
O teu mar, o teu deserto, o teu sol, tua luz
O teu ser…
Minha cruz…

 José Alberto Sá

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