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domingo, 22 de maio de 2011

Nada merecemos

Nada merecemos


A pessoa que ri, também sabe chorar.
A pessoa que fala verdade, também sabe mentir.
Duas caras, uma realidade.
Odiar, quando a vontade é amar.
Parar, quando a vontade é partir.
Duas opiniões, uma só vontade.
Cegar, quando se queria ver.
Não opinar, se queremos dizer.
Se temos saúde, porque sofrer.
Se podes ser minha, porque perder.
Porque não escuto, se queria ouvir.
Porque não te toco, se queria sentir.
Porque não ligo, que te queria escutar.
Porque faço silêncio, se te quero falar.
Porquê?
Porque não respondes, se te pergunto.
Porque não escreves, se eu te escrevo.
Porque não trocas, se eu me permuto.
Porque não vens, se ir para ti eu devo.
Porque!
Se eu estou, é porque sou.
Se quero, é porque existo.
Se amo, é porque alguém me amou.
Se tenho fé, existe Cristo.
Se estou só, porque tu não estás.
Pois.
Já não penso, cérebro sofredor.
Se não sou amigo, acredito, tu serás.
É esta a vida, duas pessoas, um amor.
Porquê?
Porque nada é fácil.
Nós complicamos o bom da vida.
Nós não merecemos nada.
Vamos morrer, pintores, escritores, poetas,
mas ficarão as portas abertas
desta escrita tão querida.
Testemunho e deixo.
Tudo, nada, desleixo pela vida
Odores de maresia.
E nada esqueço.
Ninguém merece.
Eu não mereço.
Só merece a poesia.

José Alberto Sá

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