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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

O chafariz

O chafariz

Salpicam-se as pedras numa calçada portuguesa!
A luz vem da varanda, da beleza e da altura
E há homens, naquele canto da cidade!

Salpicam-se é verdade!
Dizem uns, que são vaidades de sua alteza!
Há homens, naquele canto de amargura!

Ao longe,
Casas inclinadas como vénia ao senhor!
Pobres salpicados sem água e sem brio
Vivem como homens, como homens do doutor!
Sentinelas debruçados sobre a fome e o frio

Barcos ancorados ao longe no horizonte
Quando homens de verdade se fazem ao mar,
mesmo defronte…
Mesmo defronte à calçada portuguesa!
Onde os homens da vaidade
São mentes na puberdade
Salpicados pela gula, pelas árvores sem raiz
Onde vivem homens que amam a cidade
Em redor do chafariz!

Salpicam as pedras de uma calçada portuguesa!
Onde a luz é uma certeza
Pois há homens, que não o sabem ser
Iguais… Iguais à igualdade da minha cidade,
que tem vontade de crescer!

Há homens naquele canto, onde nada habita!
Há homens… E uma mulher que grita!
Vamos vencer!

José Alberto Sá

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