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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Poemas pela noite

Poema pela noite

a noite é o consumidor da cópula natural
o cálice se ergue, para que se beba
sodomia e bestialidade… ímpeto colossal
entre movimentos contraídos, a noite é soberba
o estímulo pelo toque, a respiração ofegante
a noite se faz consolação, palavras de amante
no ato sagrado, entre a mente, o papel e a caneta…
nasce o poema, como se fosse erotismo puro
nasce a palavra de um cálice bebido
em algo que me desperta!
mais consumo no amor que aturo, sem medo,
sem muro, sem mal…
mas bem penetrado no seio do poeta…
não há razão, para que o aus não se atinja
não há lugar na noite, nem na pele
que não valha a pena
existe sim o amar, o amor para que não se finja
e que ao acordar se olhe o ato, a loucura…
o poema!

José Alberto Sá

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