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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Se nua!

Se nua!

Por cada peça tirada, solto um sorriso em sofrimento
Perco a lucidez
Desaperto a robustez
E agarro com tenazes a ansiedade do momento

Por cada olhar por ti acima, sou mártir dessa tua delícia
Cruzo as pernas
Olho montes, ondulações e cavernas
E agarro amedrontado pelo desejo de um coração sem malícia

Por cada suspiro, incha-me a boca com a tua
Não consigo parar…
Só consigo amar…
E agarro tacteando toda a hipótese de seres minha… Nua

Por cada peça tirada… Quero… Peço… Vou…
Abro a boca sequiosa
Suado pelo amor de uma rosa
Que agarrada e se sente amada, pelo homem que sou


José Alberto Sá

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