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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Já nada!

Já nada!

Já nada do que escrevo é meu, já nada do que planto cresce para mim, já nada do que penso se faz obra, já nada é tudo, num tudo que sobra, sem que algo tenha produzido!
Já nada me faz sorrir quando o tempo chora, já nada me faz correr na procura da multidão… Já nada é tudo, se tudo é cansaço do nada já feito.
Quando o já feito é sim ou não!

… Pudera eu alterar e nada faria diferente!
… Pudera eu rabiscar e tudo seria igual ao já feito!
… Pudera eu amar mais um pouco e tudo seria muito mais do que até aqui!
… Pudera eu levar e nada carregaria de novo em meus braços!
… Pudera eu gritar sim e o não seria a negação do resto!

Já nada do que escrevo é meu!
Já nada!
Nada!

Já nada de mim respeita a mentira, já nada do que transformo se nega à existência, já nada que os meus olhos vêm é verdade, pois a íris por vezes se engana, já nada me levanta a cabeça se durmo num sonho doce, já nada me altera, já nada…

Fosse quem fosse…

Pois já nada do que escrevo é meu!
Já nada!
Nada!



José Alberto Sá

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