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domingo, 27 de julho de 2014

Dança esculpida

Dança esculpida

Eu quero dançar nu,
á tua frente
E na dança, esculpir com os meus dedos,
o teu barro
Pincelar aguarelas saídas da mente
Pintar cores diluídas, no corpo que agarro
Eu quero dançar nu…
E tu?

Vem dançar…
Olharás com esses olhos onde a emoção escorre
Despe-te, és o meu par…
Vem sentir os suores, que fecundam humidade e o calor
É esta a minha dança despida,
que sente, quer e morre
Por te ver comigo a dançar, nos suspiros do amor
Eu quero dançar nu…
E tu?

Tu serás o barro esculpido, por mãos sem timidez
Pernas entre pernas, órgãos que bailam pelo meio
E na dança de corpos a doçura e a rigidez
É a dança que quero, esculpir em teu seio
Eu quero dançar nu…
E tu?


José Alberto Sá

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