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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Sonho de uma vontade real

Sonho de uma vontade real

Sinto-me impregnado pela importância daquele misterioso néctar teu… Sinto-me a encenação teatral de um chapéu-de-chuva, em que o personagem principal sou eu em cada gota…

Sinto-me impregnado…

Hoje daria abraços mágicos nesse teu realismo nu… Nu é teu corpo que imagino surreal, num palco pleno de amor.
Sinto-me desejado por ti… Como uma abelha que se sente atraída pelo seu néctar… E o mel és tu…

Sinto-me…

Não esqueças a imaginação incrível da tua essência, pois eu não esqueço o perfume que empregas em cada sílaba que me ofereces… Em cada sílaba te sinto nádega perfeita… Suave, macia e completa de sensualidade… Minha perfeita verdade… Tu ondulosa e formosa criação…

Sinto-me impregnado…

Creio no pecado sem maldade, somente por te imaginar curvada, nessa ingrata violência que é não te ter… Sinto os arreios apertados como se fossem espartilhos, que anseio desapertar… Desapertar de ti… Este meu sufocado fetiche…

Sinto-me…

Por isso sinto-me impregnado pela importância, que um simples olá me pode transmitir numa realidade que assumo minha… Tão minha que tua é somente a minha fome… Desejo-te… Pois sou eu eroticamente em cada gota… Num teatro em que o chapéu-de-chuva és tu… Humedecido pela seiva de ambos…

Sinto-me impregnado… Mas feliz…


José Alberto Sá 

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