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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Diz-me... Que voltas...

Diz-me… Que voltas…

Diz-me, porque tenho esta vontade de te ter… Porque quero de ti tudo saber…
E levar-te pela estrada do meu coração… Pelas artérias que se alegram na correria do meu sangue, somente porque penso em ti… Somente na vontade de te ver…
Ver-te, no meu sangue a pulsar, sentir-te, no meu sangue borbulhar… Como línguas que salivam em namoro… E tu corres… E eu corro…

Diz-me, porque só te vejo a ti… Porque sonho e no meu acordar estás ali… Na luz que penetra pela preciana… Mesmo ali junto da cama… Onde te pude sonhar e receber…
Só tu sabes em segredo da vontade… Só tu sabes que meu sentir te persegue… E não há quem o negue…
Estás em mim… Desde o dia em te conheci… Desde o dia em que falamos… Foi aí que dissemos… Foi aí que sonhamos…

Estás em mim… Desde o dia em que senti… Que a luz és tu e mais ninguém…
Que a vida é amor, mesmo quando a presença não se tem…
Diz-me, porque sou este rapaz que se dilui… Porque me disseste que eras minha… Porque me fizeste dizer que sou teu e não fui…
Diz-me tu, porque eu não sei!
Sei sim… Que te vivo… Sei sim… Que sou a paciência… Porque sinto que és tu a minha essência…

Diz-me, que és cravo ou és rosa… Que no papel és a prosa…
Eu sou a palavra que te ama… Sou a luz… Sou amor… Sou a chama…
Volta… Sinto frio á minha volta… Sinto no tempo revolta…
Diz-me que perdoas… Serei luz… Serei amor… Serei asas de um pássaro teu… Que só contigo voa…
Diz-me… E perdoa…

Diz-me amor… Diz-me que não me esqueces… Que de mim tudo mereces… Eu sou teu em poesia…
Diz-me amor… Serei contigo alegria... Alegria… Alegria… Alegria…


José Alberto Sá

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