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domingo, 25 de maio de 2014

Assisto, porque vivo

Assisto, porque vivo

Assisto em cada momento a um suspiro de vontades mágicas… Vivo em quereres que desejo concretizar.
E concretizar faz parte do fenómeno que se constrói em meu coração. Assisto a cada pulsar em tons vermelhos… Pois azul não é meu sangue.
Mesmo quando me imagino rei ou príncipe de quadros femininos e naturalmente direccionados aos meus sentidos.
Sentidos que na graça do ser artista, se fazem prevalecer da pena e do papel… E ali se desmascaram sem pudores… Amando cada gesto e cada traço na poesia.

Assisto a monstruosos corpos… Digo monstruosos porque me dilaceram as entranhas pelo desejo… Desejos aflorados de perfumes e essências capazes de serem normais ou anormais… Normal é o instinto carnal no animal… Eu sou…

Assisto e convido-vos a caminharem comigo pelos contornos que imagino nas musas… Nas divas que escondem a vontade e as saliências de um corpo se se vê tapado… Pois tapadas se encontram as limitações de um olhar… E eu não consigo fazê-lo… Tenho medo do meu olhar… Tenho medo de não conseguir parar… Tenho medo de cair sem que seja uma mão feminina a me levantar… Assisto a esta maleficia criatura que me ignora… O pecado…

Assisto porque peco… Já o disse tantas vezes… Peco e não tenho como evitar… Evitar seria não viver… Contudo sou inocente, sou um raro fantasma que ainda navega pelos mares de um corpo que sonho…
Simplesmente sonho… E ao acordar… Assisto… Porque vivo seguidor de imensa paz, imensa felicidade e imenso amor… Assisto porque sou… Um ser vivo… Eu… Um evoluído animal que ama a evolução do suspiro… Quando o faço por ti…


José Alberto Sá 

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